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No mês de junho, em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo brasileiro lançou o Plano de Produção e Consumo Sustentável. Mariana Meireles, secretária do Ministério do Meio Ambiente, explica que o plano é uma demanda internacional, visando construir um novo desenvolvimento sustentável através da mudança dos padrões de consumo e produção.
Após quase dois anos de implementação, o plano apresenta um balanço positivo, com maior engajamento do setor empresarial. Empresas líderes estão se estruturando para mudar padrões de produção, como embalagens e logística reversa, além de estimular o consumo consciente, exemplificado pelo uso de sacolas plásticas.
Os principais eixos do plano incluem a redução de impactos ambientais e o descarte adequado de produtos. A logística reversa, que envolve a responsabilidade compartilhada desde o produtor até o consumidor para o descarte adequado, exige um novo design de produtos e embalagens. Setores como embalagens, plásticos, óleo e fertilizantes estão mais avançados na sua implementação.
O engajamento do setor empresarial é um grande avanço do plano, pois o governo sozinho não conseguiria alterar a produção. Campanhas educativas, como a sobre sacolas plásticas, são cruciais para a mudança cultural. Além do Ministério do Meio Ambiente, os Ministérios da Fazenda, Indústria e Comércio, e Planejamento atuam em conjunto na construção de um novo padrão de produção e consumo.
O poder de compra do estado é monumental, representando cerca de 10 a 20% do PIB. Atualmente, apenas 0,1% das compras públicas federais são sustentáveis, mas há uma grande margem para avanço. Medidas tomadas na Rio+20 e um decreto que define novos critérios sustentáveis para compras têm transformado a lógica de aquisição governamental, com um aumento significativo nas compras sustentáveis.
O brasileiro tem se engajado cada vez mais no consumo consciente. A mudança de comportamento é um desafio, mas essencial. O papel da educação ambiental é fundamental, começando na infância e perpassando todas as etapas de formação, para que os profissionais sejam informados sobre economia verde e um novo padrão de desenvolvimento.
Ações como o uso de bicicletas, transporte público, separação do lixo, economia de energia e água são exemplos de atitudes que contribuem para um Brasil mais consciente. É crucial que o consumidor entenda a importância do descarte adequado para o sucesso da logística reversa. Começar aos poucos, com pequenos gestos e atitudes, é o caminho para se tornar um consumidor consciente.