Summary
Highlights
Início das investigações sobre três disposições morais a serem evitadas: o vício, a incontinência e a bruteza. Distinção entre elas e suas oposições (virtude, continência, virtude sobre-humana). Exploração da raridade de homens divinos e brutais, e a manifestação de qualidades brutais por doença ou deformidade. Foco na incontinência, moleza, continência e fortaleza.
Discussão sobre como um homem pode agir de forma incontinente mesmo julgando com retidão. Socrátes acreditava que tal conduta era incompatível com o conhecimento, atribuindo a ignorância a tais atos. Exploração da diferença entre ter conhecimento e usá-lo, e como a paixão pode afetar a capacidade de agir de acordo com o conhecimento, assemelhando-se a estados de embriaguez ou loucura.
Análise da incontinência em sentido absoluto e particular. Distinção entre prazeres necessários e os que merecem ser escolhidos por si mesmos (vitória, honra, riqueza). Incontinência com especificação (dinheiro, honra, cólera) e incontinência absoluta, relacionada a prazeres corporais. Comparação da incontinência com a intemperança e a consequente censura moral.
Categorização dos prazeres (naturais, absolutos, relativos, por distúrbios, por hábito, por natureza congenitamente má). Exemplos de disposições brutais e mórbidas e como a incontinência se manifesta em cada uma. A incontinência em relação à cólera é considerada menos vergonhosa do que a relacionada aos apetites, devido à natureza mais racional da cólera e à maior dissimulação do apetite.
Reafirmação de que incontinência e continência se relacionam com os mesmos objetos que a intemperança e a temperança. Diferenciação entre intemperança (escolha deliberada) e incontinência (ação contra a escolha). A intemperança é considerada pior devido à falta de arrependimento. Discussão de moleza e fortaleza em relação às dores, e como a efeminação é uma espécie de moleza. Caracterização da incontinência como impetuosidade ou fraqueza.
Comparação da incontinência com o vício e a temperança. O incontinente pode se arrepender, enquanto o intemperante é incurável. O vício não tem consciência de si, a incontinência sim. Incontinência não é um vício, pois é contrária à escolha, mas suas ações podem se assemelhar. O homem com sabedoria prática não pode ser incontinente. O incontinente é meio mau, mas não criminoso, pois seu propósito é bom.
Discussão de quem é continente: quem se atém à regra justa. Teimosos são semelhantes, mas diferem pela paixão e apetite. Neoptólemo é um exemplo de abandono de resolução por um prazer nobre (dizer a verdade). Nem todos que buscam prazer são intemperantes ou incontinentes, apenas aqueles que o fazem por prazer vergonhoso. O continente se atém à reta razão, o incontinente não.
O estudo do prazer e da dor é fundamental para a filosofia política e a ética. Apresentação de argumentos que negam o prazer como um bem e sua refutação por Aristóteles. Prazeres: nem todos são maus, alguns são bons, e o prazer não é um processo, mas uma atividade e um fim. Distinção entre o que é bom em si, bom para uma pessoa e os prazeres que envolvem dor (curativos). Prazeres da contemplação não envolvem dor ou apetite.
Refutação da ideia de que o fim é melhor que o processo. Prazeres não são processos, mas atividades. Argumentos contra o prazer são falhos. Todos buscam o prazer, o que indica que é um sumo bem. O homem feliz tem uma vida agradável, e o prazer é inerente à felicidade. Erros comuns sobre prazeres corporais e a importância de explicar por que o falso parece verdadeiro.
Os prazeres corporais parecem mais dignos de escolha porque expulsam a dor. Alguns prazeres são atividades de uma natureza má, outros são para curar deficiências. Prazeres fortes são buscados por aqueles que não podem desfrutar de outros. A natureza animal está em constante labuta; a mudança é aprazível. O homem vicioso se caracteriza pela mutabilidade. Encerramento da discussão sobre continência, incontinência, prazer e dor.