Summary
Highlights
A aula inicia apresentando a abordagem clássica da administração, focando nas contribuições de Henry Ford e Henri Fayol. Destaca-se que Ford aplicou práticas das teorias existentes, enquanto Fayol desenvolveu a teoria clássica na França.
Henry Ford, fundador da Ford Motors Company, foi pioneiro na produção em massa através da montagem em série. Seu modelo, o Fordismo, visava produzir veículos em menor tempo e custo, transformando a fabricação e o consumo de automóveis. Ford é creditado por inovações como a linha de montagem e o sistema de franquias.
O Fordismo se baseia em três princípios: Intensificação (diminuir tempo de produção e escoamento), Economia (minimizar estoque de matéria-prima) e Produtividade (aumentar capacidade de produção). Ford também inovou na remuneração dos empregados (cinco dólares por dia e jornada de oito horas).
A produção fordista se caracterizava por salários mais altos, trabalho repetitivo em cadeia contínua e jornada de trabalho reduzida. O objetivo era permitir que os próprios trabalhadores comprassem os carros que produziam. O modelo Ford T, uniformizado e de baixo custo, dominou o mercado, estabelecendo padrões como a direção do lado esquerdo.
A partir de 1970, o Fordismo foi revisado, dando lugar ao Pós-Fordismo, que buscava flexibilização do trabalho e produção enxuta (just-in-time). A Toyota foi pioneira nesse novo conceito, o Toyotismo, que focava em produzir apenas o necessário, reduzindo estoques e demandas. O modelo de Ford, apesar de inovador no início, tornou-se conservador e perdeu mercado para empresas mais adaptáveis.
A aula passa a abordar Henri Fayol e a teoria clássica da administração, que se concentra na estruturação organizacional. Fayol, engenheiro francês, defendia um ensino organizado de administração para formar gerentes aptos, e que a administração deve ser separada da operação. Sua teoria prioriza a organização como um todo, de cima para baixo.
Fayol identificou seis funções essenciais em qualquer empresa: técnicas (produção), comerciais (compra, venda), financeiras (gerenciamento de capital), de segurança (proteção), contábeis (registros, balanços) e administrativas (coordenadoras e sincronizadoras das demais). As funções administrativas são abordadas no ciclo de planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar (POCCC).
A importância das funções administrativas e técnicas varia conforme o nível hierárquico. Nos níveis inferiores, a capacidade técnica é predominante, enquanto nos níveis superiores, a capacidade administrativa e conceitual é mais valorizada. Isso cria uma estrutura piramidal, com a alta gestão focada em visão holística.
Fayol propôs 14 princípios da administração, incluindo: Divisão do Trabalho, Autoridade e Responsabilidade, Disciplina, Unidade de Comando (um chefe para cada subordinado), Unidade de Direção (um plano para o mesmo objetivo), Subordinação dos Interesses Individuais, Remuneração Justa, Centralização, Cadeia Escalar, Ordem, Equidade, Estabilidade do Pessoal, Iniciativa e Espírito de Equipe.
A organização linear é estruturada de forma piramidal, com uma clara linha de comando vertical. Além disso, existe o 'staff', que são áreas de apoio (como jurídico) que fornecem assessoria e consultoria, mas não fazem parte da linha de comando direta da empresa.
As críticas à teoria de Fayol incluem a visão da organização como um mecanismo rígido e fechado a influências externas, um racionalismo extremo que ignora aspectos humanos e sociais, pouco trabalho experimental (baseado em empirismo) e uma visão microscópica do homem, tratado como 'homem econômico' e apêndice da máquina, negligenciando a abordagem humana e social.