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Highlights
A semana começou com notícias impactantes no setor de IA. Primeiramente, a Nebius teve um aumento de 50% após o acordo de US$ 17,4 bilhões com a Microsoft. Em seguida, a Oracle viu suas ações subirem 40% após o relatório de lucros, que, apesar de perder as estimativas trimestrais, destacou um crescimento futuro impressionante. A Oracle registrou quatro contratos multibillionários, aumentando seu backlog de RPO (Remaining Performance Obligation) em 359% para US$ 455 bilhões, com expectativa de exceder meio trilhão de dólares em breve. A receita de infraestrutura em nuvem deverá crescer 77% para US$ 18 bilhões este ano, atingindo US$ 144 bilhões em quatro anos. A Oracle, assim como a Nvidia, está vendo um ponto de inflexão em seu crescimento, demonstrando o potencial explosivo da IA.
A demanda por capacidade de inferência está crescendo exponencialmente, superando a de treinamento. Larry Ellison, da Oracle, ressalta que todo o investimento em treinamento de IA deve se traduzir em produtos comercializáveis através da inferência. Para isso, a Oracle inovou seus bancos de dados, permitindo a vetorização de dados para que LLMs (Large Language Models) possam interpretá-los, oferecendo uma experiência de 'Chat GPT' sobre dados privados. A Oracle se posiciona como custodiante de uma vasta quantidade de dados, o que lhe dá uma vantagem única na era da IA.
A Corweave, empresa de infraestrutura de IA, relata um backlog enorme e sustentado, indicando que as grandes transações no mercado não resolveram o desequilíbrio entre oferta e demanda. Clientes estão dispostos a firmar contratos de até seis anos, com termos fixos de 'take or pay', o que reduz o risco de superconstrução e assegura o financiamento. A gestão da Corweave enfatiza que o período atual é um ponto de inflexão na demanda, e a empresa tem se preparado para este momento. A demanda não é por milhares, mas por centenas de milhares a milhões de GPUs em escala massiva.
A Nebius anunciou uma oferta pública de US$ 1 bilhão em ações e US$ 2 bilhões em notas seniores conversíveis (US$ 1 bilhão para 2030 e US$ 1 bilhão para 2032). Essa diluição de acionistas é esperada para financiar o crescimento agressivo, a aquisição de poder computacional, hardware e a expansão de data centers. Apesar da diluição, a empresa foca em mitigá-la e manter níveis de dívida apropriados. A notícia impulsionou outras empresas de infraestrutura de IA, como Corweave e Applied Digital, e Iron. A AMD e a Nvidia também mantiveram valorização.
Embora a Iron ainda não tenha fechado grandes acordos como a Nebius, analistas e a própria gestão da empresa afirmam que um acordo é questão de 'quando', não 'se'. A Iron é vista como uma potencial 'multibagger', mas a paciência é fundamental. No setor de semicondutores, a Micron se destaca no mercado de memória de alta largura de banda (HBM), que ainda não é uma commodity, ao contrário da memória tradicional. A Micron tem ganhado participação de mercado e elevou suas projeções. O vídeo conclui que, para aqueles que acreditam na transformação da IA, as empresas menores e inovadoras apresentam o maior potencial de valorização a longo prazo, mesmo com as recentes altas.