Summary
Highlights
A administração, embora cientificamente estudada a partir do século XX, possui raízes históricas profundas. Desde a antiguidade, diversas civilizações utilizaram princípios de planejamento, organização, direção e controle para gerir esforços coletivos. As Revoluções Industriais, a Primeira (1780-1860) e a Segunda (1860-1914), são destacadas como pontos cruciais que moldaram a administração como a conhecemos hoje, impactando não apenas a produção, mas também o modo de vida das pessoas e a administração pública.
A Primeira Revolução Industrial marcou a transição do artesanato para a industrialização, com a mecanização de oficinas e agricultura. Carvão e ferro foram os materiais e fontes de energia predominantes. A invenção da máquina de fiar e do descaroçador de algodão impulsionaram a produção. A máquina a vapor e o desenvolvimento dos transportes, como a navegação a vapor e as ferrovias, revolucionaram a logística e a comunicação, com a invenção do telégrafo elétrico e do selo postal. Esta fase alterou profundamente a vida das pessoas e a gestão.
A Segunda Revolução Industrial foi uma continuidade e aprimoramento da primeira. O aço substituiu o ferro como material básico e a eletricidade, juntamente com derivados de petróleo, tornou-se a nova fonte de energia. Houve um intenso desenvolvimento da maquinaria, incluindo o motor a explosão e o motor elétrico. A aplicação da ciência e do avanço tecnológico acelerou inovações e a comunicação foi aprimorada com o telégrafo sem fio, o telefone e o cinema. O capitalismo industrial cedeu lugar ao financeiro, com o surgimento de grandes bancos e instituições financeiras. As empresas cresceram exponencialmente, levando à burocratização e ao enfoque mecanicista das funções empresariais. Houve também a separação entre propriedade particular e a direção das empresas, e o surgimento das empresas holding.
A Revolução Industrial foi fundamental para o nascimento da organização e empresa moderna. Houve uma ruptura com as estruturas corporativas medievais, avanço tecnológico e aplicação de processos científicos na produção. A substituição do artesanato pela indústria e do artesão pela operária especializada marcou uma nova era. O crescimento das cidades exigiu a administração pública e o surgimento dos sindicatos refletiu as novas relações de trabalho. As primeiras experiências na administração de empresas e a consolidação da administração como área do conhecimento solidificaram o início da era industrial, que perdurou até o final do século XX.