QUINTA NOITE Segunda Jornada Schopenhauer da PUCPR: SCHOPENHAUER E O MUNDO CONTEMPORÂNEO 25 06 2020
Summary
Highlights
A abertura da segunda jornada Schopenhauer da PUCPR, com agradecimentos aos organizadores e participantes, destacando a colaboração do GP da Ferrari e do Forró. A Selma será a primeira a palestrar.
Selma apresenta o tema 'As Motivações Morais em Tempos de Pandemia', inspirada na solidariedade e compaixão observadas durante a crise. Ela discute a visão de Schopenhauer sobre a compaixão como fundamento da moral, mas questiona o determinismo das ações e a possibilidade de aprendizado moral através das circunstâncias.
A discussão sobre o uso da máscara como proteção ao outro, e não primariamente a si mesmo, é usada para ilustrar a dificuldade de agir por um princípio moral kantiano. A maioria das pessoas usa a máscara por obrigatoriedade e não por reconhecimento da sua importância moral.
A visão de Schopenhauer sobre o egoísmo, a maldade e a compaixão. O egoísmo, até certo ponto, não é moralmente mau, mas a maldade é a vontade de prejudicar o outro. A compaixão é a capacidade de sentir a dor alheia e agir para aliviá-la, muitas vezes com auto sacrifício.
Análise de exemplos reais: torcidas organizadas que se uniram na pandemia, superando rivalidades, e apoiadores do presidente Bolsonaro que, segundo a autora, exibem maldade ao defender a destruição de instituições democráticas e colocar em risco a própria vida e a de outros. Discussão sobre a difícil identificação da maldade em pessoas próximas.
Edu aborda 'Schopenhauer, o Mundo Contemporâneo e a Recorrência das Características Essenciais da Humanidade'. Ele explora como a filosofia de Schopenhauer, com sua visão da Vontade como a essência do mundo, oferece uma lente para entender os fenômenos contemporâneos e a natureza humana.
Felipe explora a conexão histórica entre filosofia e medicina, desde Hipócrates, Platão e Aristóteles até os séculos XVIII e XIX. Ele destaca a influência de abordagens filosóficas na compreensão da saúde e da doença e a crítica de Schopenhauer ao mecanicismo e à falta de humanidade na medicina de sua época.
A visão de Schopenhauer sobre a vida como um sofrimento permanente e a doença como um processo natural. A vontade cega e imanente de Schopenhauer é apresentada como um princípio vital que pode esclarecer questões anatômicas e fisiológicas, contrastando com o otimismo racionalista-mecanicista.
Schopenhauer enfatiza a separação completa da vontade do intelecto, onde a vontade é o "radical da alma" e a vida é uma derivação, não o contrário. Essa distinção é crucial para entender sua metafísica e a relação entre corpo e mente.
Início do debate, com perguntas para Selma e Jorge. Uma questão central é se a compaixão é uma característica inata ou pode ser desenvolvida. Selma explica que o caráter é único, mas se manifesta de forma fragmentada, dificultando o julgamento moral. Ela também aborda o conceito de 'véu de Maía' como a limitação do conhecimento humano.
Jorge responde sobre a relação entre filosofia e medicina, esclarecendo que, embora a medicina progredisse cientificamente, a filosofia de Schopenhauer foca no sofrimento existencial e na humanização do tratamento. Ele discute a diferenciação entre o plano fenomênico e metafísico, e a importância de considerar o indivíduo e sua dor.
Eduardo Brandão encerra a noite, agradecendo aos palestrantes e participantes. Ele reitera a complexidade da moralidade e do caráter em Schopenhauer, destacando a importância do conflito interno de motivações. Convida a todos para as atividades do dia seguinte.