Filosofia no Cotidiano - Rubem Alves pt1

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Summary

Neste segmento do programa Filosofia no Cotidiano, Rubem Alves, renomado literato e filósofo, discute a importância e a beleza da filosofia e das 'estórias' (com E) em contraste com 'histórias' (com H). Ele explora como a filosofia, antes vista como abstrata, pode ser uma forma lúdica de brincar com ideias, trazendo iluminação e humor. Alves utiliza uma conversa com sua filha para ilustrar a diferença entre estórias que acontecem para sempre e histórias que ocorrem uma única vez. Ele também aborda a ideia de que somos 'estórias encarnadas' e a função da psicanálise de nos ajudar a relembrar essas narrativas.

Highlights

Introdução à Filosofia e o Prazer de Pensar
00:00:00

Jean Gaspar inicia o programa Filosofia no Cotidiano, apresentando o convidado Rubem Alves, que inicialmente achava a filosofia chata e abstrata, mas com o tempo, aprendeu a vê-la como um "brinquedo" para brincar com ideias, que trazem iluminação, humor e risos.

A Distinção entre 'Estória' e 'História'
00:01:08

Rubem Alves fala sobre sua aversão a gramáticos que ditam regras sobre palavras e como ele distingue 'estória' (com E) de 'história' (com H). Ele usa uma frase de Guimarães Rosa e uma conversa com sua filha de 4 anos, que perguntava se as histórias que ele contava eram 'de verdade', para explicar a diferença.

A Filosofia na Infância e a Eternidade das 'Estórias'
00:02:09

Alves relata a profunda pergunta filosófica de sua filha de 4 anos: 'Papai, as coisas não se cansam de ser coisas?'. Ele conecta isso ao sentimento de Fernando Pessoa sobre as estrelas e explica que as 'histórias' (com H) são eventos únicos e passados, enquanto as 'estórias' (com E) são eternas, pois, mesmo nunca tendo acontecido, elas 'acontecem' sempre que são lidas ou contadas, permitindo múltiplas interpretações.

O Ser Humano como 'Estória Encarnada'
00:05:27

Rubem Alves compara a 'história' a um cemitério do passado, enquanto a 'estória' é um campo de ressurreição, onde mitos como Romeu e Julieta permanecem vivos e provocam emoções. Ele cita o Evangelho de João ('o verbo se fez carne') para afirmar que somos 'estórias encarnadas', e que a psicanálise busca desvendar essas histórias esquecidas em nós, remontando os 'cacos' da memória em um mosaico.

Rubem Alves: Um Contador de Causos
00:06:28

Em sua auto-qualificação como 'mineiro e contador de causos', Rubem Alves explica que causos são como pássaros: só aparecem quando você está distraído. Ele os anota para não perdê-los e começa a contar um causo pessoal sobre uma experiência nos Estados Unidos e uma estudante que o fez refletir sobre a natureza do erotismo e da imaginação, descrevendo seu vestido e a forma como ela o provocava.

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