Summary
Highlights
Apresentação da disciplina, que explorou o impacto da tecnologia e inovação na sociedade. Destaca-se a metodologia do Design Thinking, centrada no ser humano para resolver problemas complexos, com princípios como empatia, equipes multidisciplinares e prototipagem. A importância de uma abordagem sistêmica para a sustentabilidade é mencionada, com uma matriz que cruza perspectivas como bem-estar humano, economia e recursos naturais, com respostas como comunidades, mercados, política e ciência e tecnologia.
Apresentação da Silvia do Instituto Akatu, que aborda sustentabilidade e consumo consciente. O nome 'Akatu' significa 'semente boa' ou 'indivíduo bom' em tupi antigo, refletindo a missão de trabalhar com indivíduos para um coletivo melhor. Explica-se que consumo é inevitável e gera impactos positivos e negativos. O objetivo é maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos através de ações de compra, uso e descarte. O problema não é o consumo, mas o consumismo, que associa felicidade a bens materiais. Consumir com consciência significa trazer bem-estar para a vida, meio ambiente, sociedade e futuras gerações.
O Akatu resume a sustentabilidade como 'o suficiente para todos, para sempre'. A missão é acelerar a transição para estilos de vida sustentáveis, com uma sociedade de bem-estar e modelos sustentáveis de produção e consumo. Uma pesquisa do Akatu mostra que apenas 5% da população brasileira é considerada consumidora consciente, 22% engajada, 32% iniciante e 41% indiferente. O consumo cresceu seis vezes desde 1960, enquanto a população cresceu 2.2 vezes, evidenciando o consumismo. O mundo consome 50% a mais de recursos naturais do que a Terra pode regenerar, sendo que 16% da população mundial consome 78% desses recursos.
Em São Paulo, a pegada ecológica é de 3.5 hectares globais per capita no estado e 4.38 na cidade. Se todos consumissem como os paulistanos, precisaríamos de 2.5 planetas Terra. O Akatu propõe equações para a sustentabilidade: nova consciência + mudanças tecnológicas + novas formas de organização social + novos produtos e serviços + políticas públicas. Cidadãos, empresas e poder público devem se engajar. Consumir bens duráveis, produção local, compartilhamento, aproveitamento integral (especialmente de alimentos), produtos saudáveis, virtual em vez de material, suficiência em vez de excesso, experiência em vez de tangível, cooperação em vez de competição e publicidade consciente são incentivados.
O projeto 'Educatu' surge como uma rede de aprendizagem para consumo consciente e sustentabilidade, utilizando o Design Thinking. As etapas incluem: entendimento (mapeamento de projetos Akatu), observação (análise de sites e comportamento de alunos), ponto de vista (identificação de barreiras, oportunidades e riscos), ideação (workshop com especialistas, professores e equipe Akatu), prototipagem (esquemas e encenações com feedback de professores e alunos) e teste (plataforma online em 80 escolas). A interação contínua resultou no lançamento do Educatu, uma plataforma onde professores e alunos podem se cadastrar e desenvolver projetos para um consumo mais consciente.
O Educatu tem como objetivo promover conceitos e práticas de consumo consciente para professores e alunos, juntos. Oferece instrumentos, planos de aula, vídeos, seminários e exemplos de boas práticas. O diferencial é o 'circuito de aprendizagem', que gamifica atividades comuns da sala de aula, tornando o aprendizado dinâmico e divertido. As atividades incluem desafios online e intervenções na comunidade, como entrevistas e estudos do meio. Os percursos trabalham com temáticas como água, ar e terra, permitindo ao professor adaptar o projeto à sua realidade. Os pilares do Akatu são: educar para a autonomia, quebrar a cultura do consumismo, professores e alunos como protagonistas, crianças e adolescentes como atores sociais importantes, uso da tecnologia para escala e velocidade e incentivo à aprendizagem por projetos.