Summary
Highlights
O professor inicia recapitulando o módulo anterior, que abordou o contexto histórico da administração desde o Egito Antigo até as Revoluções Industriais, que foram a base para o surgimento das primeiras teorias administrativas: a Administração Científica de Taylor (focada na eficiência operacional e tempos e movimentos), a Teoria Clássica de Fayol (visão da organização como um todo) e a Escola das Relações Humanas (que valoriza as relações interpessoais e o comportamento).
A Teoria dos Sistemas integrou abordagens anteriores da administração e visualizou as empresas em um contexto ecológico, buscando um tratamento mais amplo do todo. Ela vê a empresa como um sistema aberto que influencia e é influenciado pelo ambiente, seja por fatores como mercado de mão de obra, concorrência, comunidade, tecnologias ou legislação. A empresa não é um sistema fechado, mas interage constantemente com seu ecossistema externo.
A Teoria Matemática resgatou a visão matemática e da engenharia na administração, focando na otimização de decisões em contextos complexos, como os da Segunda Guerra Mundial. Suas contribuições incluem a melhoria da rapidez e qualidade das decisões, e o desenvolvimento do conhecimento e capacitação profissional. Instrumentos como a pesquisa operacional, indicadores de desempenho e análise de risco e decisão surgiram desta teoria. Críticas apontam limitações em aspectos não matemáticos da administração, como a motivação humana.
A Teoria da Administração por Objetivos (APO), parte da escola contingencial e desenvolvida por Peter Drucker, aborda situações inesperadas (contingências) e a necessidade de flexibilidade organizacional. Ela foca no estabelecimento de resultados, melhoria da eficácia empresarial e redução de conflitos, consolidando uma estrutura dinâmica com responsabilidades claras. A teoria salienta a importância de identificar quando e onde as mudanças empresariais são necessárias e assertivas para evitar prejuízos.
A Teoria da Contingência, idealizada por Joan Woodward, ampliou o estudo da administração com uma visão interligada e global, enfatizando a importância da informação e interconexão. Promoveu o desenvolvimento da adhocracia, com formação de equipes multidisciplinares e temporárias para resolver problemas complexos e inesperados. A flexibilidade organizacional é crucial para lidar com eventos como a pandemia de COVID-19, que exigiram adaptações rápidas e profundas nas empresas.
Os instrumentos administrativos da Teoria da Contingência incluem análise externa, planejamento estratégico, estratégias e técnicas estratégicas, cenários estratégicos (otimistas e pessimistas) e modelos organizacionais flexíveis. A aula concluiu revisitando a evolução do pensamento administrativo, de uma visão mecanicista para uma mais modelada, flexível e focada no comportamento humano, capacitação e uso de indicadores, marcando uma grande diferença na construção do pensamento ao longo dessas teorias.